Mostrando postagens com marcador insatisfação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador insatisfação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desordem Emocional

Eu que acreditava em quase tudo, já não me importo com quase nada. É deplorável, mas quem disse que não nos massacra a realidade, nunca a viveu de verdade... Louco ou santo? Já nem sei dizer... Qual a medida da loucura? Estar, horas tardias, amargando verdades malditas? Doer, poros e sentidos esclerosados ao sopro sôfrego da tormenta surpresa? Desejar que em um abraço se caiba por inteiro, mesmo que faltando partes?

Canso de ser eu mesma com uma frequência cada vez menos ininterrupta. Mas quem mais posso ser? Uma representação medíocre de mim?

 Me embriago com as palavras fermentadas, os devaneios de uma vida quase sempre fantasiada. Tempo, a lembrança austera das horas passadas, centenas de experiências ignoradas. O excêntrico do real: quando tudo é tão superficial que só basta conhecerem-te o virtual... solidão, uma falta de motivos e ainda assim, tudo é sentido. Impotência, a dor que se apodera nos momentos de distração, horas inoportunas em que fazem companhia, apenas, pensamentos e má ou boa música.


(em parceria com Masquerade/ Foto: Kyle Thompson)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Frágeis

[sugestão de acompanhamento PLAY]

Não culpo se já tentou, se já pensou, se logrou, se falhou...
Não culpo se já se trancou por dentro com medo ou desgosto do que há por fora.
Não há culpados, porque como estamos, já não há pecados...

Dizem que a depressão é o mal do século. Não creio.
Dizem que estamos menos felizes. Não creio.
Dizem que estamos mais cínicos. Não creio.
Dizem que talvez já não haja amor. Não creio

Estamos frágeis.
E é tudo o que somos.
Crianças brincando sob o julgo de regras superpostas.
Certo ou Errado?

Estamos frágeis.
E é tudo o que temos.
Convicções, superstições, religiões
Bem ou Mal?

Somos frágeis.
E é tudo que podemos saber...
Não há verdade no refletido.

Vivo ou Morto?


domingo, 9 de março de 2014

INSATISFAÇÃO DOPADA





Tenho uma ideia fixa que me aflige e, por hora, me tira o sono: Acaso estamos todos doentes? Há uma praga que se espalha cada vez mais e mais rápido entre nós – os humanos.  Tenho a ligeira impressão de que, qualquer pessoa, que for a um consultório psiquiátrico vai sair de lá com um diagnóstico e uma receita de remédios controlados. Céus! Até quando viverei sem a ajuda (ou não) de tais medicamentos.

Pessoas insatisfeitas e deprimidas estão sendo produzidas em larga escala numa época em que prevalece a ditadura da felicidade e a felicidade cabe em caixas. Onde estar mal e insatisfeito soa como um palavrão e é sinônimo de: “- você precisa de ajuda profissional!”. Época incompatível com a insatisfação. A insatisfação está dopada!

Afinal, não há tempo para isso. A palavra de ordem é CORRA!!! Não há espaço para perdedores, o pódio pertence a quem chegar primeiro. E você tem que ser o primeiro. Não correr é para fracos e estúpidos.

Por que alguém não correria pelo mesmo caminho, pela mesma estrada, num insano SALVE-SE QUEM PUDER?? Se o caminho soubesse que este seria o seu destino, com toda certeza mudaria de rota.

Aos vencedores, as batatas ??? Nem sempre. Mas haverá sempre uma farmácia para abastecer a vida – dos perdedores e dos vencedores também. Afinal, as farmácias são democráticas (??), nada mais do que JUSTO.

Cadáveres adiados, como já dizia-nos Fernando Pessoa. Prefiro continuar sendo esta insatisfeita convicta, até o dia em que eu não aguentar mais.