Quem assistirá ao
espetáculo de tua morte?
-Morte? A multidão
se aproxima com sacos
de amendoins e
pipocas
Não há salvação!
O nascimento - o
milagre da vida?
Vida num corpo
morto – peso de papel!
Não sou a droga
de um milagre ambulante.
Sou como uma taça
de vidro estilhaçada,
como um dente de
leão que alguém soprou:
degredo de mim
mesma.
Juntar as partes?
– impossível!
Não há milagre
nisso.
Ferida por deus e
condenada a encontrar
partes que também
se perderam
Mas são apenas
corpos cortantes é frágeis
que se fundem e
novamente se quebram.
E há uma terrível
perfeição nisso tudo.
E há beleza na
imperfeição disso tudo.
Ah, estou
humanamente cansada
que sento e espero
por migalhas,
tal como um cão.
Me banhei sete
vezes e me sinto suja.
Lady “sara’at”
- ah, se ao menos tivesse
meu
Jordão!
Mas
trago sempre na manga a cartada final:
O
momento em que as cortinas se fecham.