Poema às 22:00 horas
Que poderia ser qualquer
hora outra
O desespero seria o mesmo
de sempre,
Mas às 22:00 horas olhei
o relógio
E o mal-estar de ter a
existência
Guiada por ficções me
bateu à porta.
Que são as estrelas que
avistamos no céu?
Senão o brilho passado de
algo que talvez já não é.
O que é o tempo a nos
espreitar em cada batida do relógio?
Senão um ilusório
prelúdio do fim.
Ah, sou um emaranhado de
coisas por fazer!
Tenho empilhado tudo no
canto da parede
Assim como tenho feito
com a vida.
Pulando sonos, sonhos,
banhos, amores...
Por vezes, pulando de mim
mesmo.
Céus! Já não são mais 22:00
horas.
Daqui a pouco não será mais o
mesmo dia?
Às 22:00 horas ou qualquer hora
outra,
Tudo continuará empilhado no
canto da parede.
Nessas horas pensamentos como "amanhã é outro dia" ou "nada como um dia após o outro" de nada adiantam. Porque o dia vai virar mas a pilha vai continuar lá. Vai ver é pra ela estar lá mesmo, e o foco é que deve ser mudado. Vai ver né... Até que um dia (aquele dia), por algum motivo, as mangas são arregaçadas e você move a locomotiva da ocasião.
ResponderExcluir