Dispa o véu
de minha carne intocada
até os meus ossos doem, diria
por falta de melhor definição
o meu algoz não é a morte
mas os braços de quem eu a encontro
malditos braços
malditas pernas
malditos cabelos
Morrer é tão grandioso e banal
meus joelhos não são dobráveis
- que falso!
Olá, Deus! Você está ai?
...
Olá, Espíritos! Vocês estão ai?
...
Olá?
...
O meu silêncio não é conformado
corta minha carne como navalha
Não tenho sete vidas
-eis a minha glória
Não tenho sete vidas
-eis o meu tormento
Mantenha-se sã, dizem
durmo
Ao abrir os olhos a realidade é
opaca
Ao fechar os olhos a realidade é
alheia
Carne, osso e
outras peles
a morte e o vestido no guarda-roupa
o que ela usará?
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